SEXUALIDADE

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1. HISTÓRICO

Desde o aparecimento da espécie humana no planeta, o homem vivencia o exercício da sexualidade, de maneira peculiar . Ao contrario do que ocorre com as outras espécies, a humana, possui diferenças tanto físicas quanto funcionais que permitem às fêmeas permanecerem receptivas às manifestações da sexualidade de seus parceiros, independente de estarem ou não em seus períodos férteis, o que faz com que a nossa sexualidade (ao lado de um componente orgânico básico) seja fortemente condicionada por fatores psicológicos e sociais. Em outras palavras, a raça humana é privilegiada no exercício da sexualidade por poder praticar prazeirosamente a relação sexual mesmo fora dos períodos ferteis bem como durante a gestação e até na menopausa, podendo praticar a sexualidade por mero prazer, por amor e por muitas outras motivações, incluindo a econômica.
Devido essa possibilidade da prática sexual prazeirosa, com qualquer pessoa e em qualquer tempo ou local, desde que começaram a se formar os primeiros grupos de concivência comunitária, houve a necessidade de que se traçassem normas sobre quando e com quem essa sexualidade poderia ser exercida. Essa regulamentação ficou mais complexa à medida que foi se desenvolvendo a cultura dentro das civilizações, onde foram se instituindo regras para normatizar os diversos aspectos das atividades dos indivíduos, inclusive a sexual. Com essas normatizações, o homem, mesmo quando possuido de intenso desejo sexual, só poderia praticar o ato sexual com a fêmea dentro de certas condições, crianso-se todo um ritual de complexo simbolismo - que culminou no casamento - para padronizar o que seria socialmente aceito no exercício da sexualidade.
A sexualidade, como uma condição de amplo enfoque bio-psico-social, manifesta-se em todas as fases da vida de um ser humano e, ao contrário da conceituação vulgar, tem na genitália apenas um de seus aspectos, talvez nem mesmo o mais importante. Sua influência permeia todas as manifestações humanas, do nascimento até a morte.
No entanto, durante a maior parte da história da humanidade essa influência foi negada, principalmente entre os povos ligados às tradições judaicas e cristãs, atualmente representadas pela assim denominada "civilização cristã ocidental"

 

Segundo Gênesis, "...e criou Deus o Homem à sua semelhança: fê-lo à imagem de Deus, e criou-os macho e fêmea..."
Na tradição bíblica mais antiga, a javista, não existe nenhum desprezo pela natureza sexual do homem. Na leitura de Gênesis fica claro que a sexualidade está ali exposta apenas como mais um aspecto da vida, nem inferiorizado, nem enaltecido em relação a qualquer outro, apresentando como motivação divina para criação da mulher, apenas a atenuação da angústia da solidão vital do homem.
A interpretação patrística da Bíblia, porém, considera o sexo como um mal necessário, admissível apenas por ser indispensável à reprodução da espécie, o que gerou o confuso entendimento entre sexualidade e genitalidade, que perdura até hoje.
Para se entender os motios sociais da enorme repressão às manifestações prazeirosas da sexualidade na cultura judaica, deve-se relembrar da sua origem. Na época em que essas tradições foram estabelecidas Isarel era uma pequena tribo igual a dezenas de outras tribos errantes. Para formar a consciência de uma "nacionalidade", os judeus sentiram a necesidade de se diferenciar dos outros povos (cananeus, filisteus,etc) que cultuavam varios deuses e deusas, todos sexuados. Para se diferenciar desses povos os israelistas passaram a cultuar um deus assexuado (Javé), que cria o Universo a partir do nada, de maneira assexuada. Além disso os israelistas eram expansionistas e guerreiros, precisando de muitos soldados e com a mortalidade infantil alta, a solução encontrada foi estimular o aumento da natalidade pela prática apenas do "sexo-reprodução", sendo o "sexo-prazer" malvisto, a esterilidade condenada como maldição e a anticoncepção vista como ofensa aos conterrâneos e à religião, sendo Onã (Gênesis) fulminado por Javé. A masturbação e a homossexualidade masculina eram abominações terríveis, enquanto a homossexualidade feminina era um crime tão horrível que sequer era cogitado.
A sexualidade assim, foi deixando de ser fonte de prazer, passando a ser mais uma das obrigações que os bons patriotas judeus deveriam cultivar.
Com o surgimento do cristianismo, houve piora em alguns aspectos. Os cristãos dos primeiros séculos, assim como os israelistas, eram minoritários e sentiram necessidade de se diferenciar.

2. O QUE É NORMAL EM SEXUALIDADE

A sexualidade humana pode manifestar-se de diferentes maneiras. O impulso sexual, se apresenta ora de maneira explícita, outras vezes veladamente.
O adjetivo " normal" pode ser compreendido de diferentes maneiras. Os dicionários definem "normal" como sendo o que é feito segundo a norma, o habitual, o natural. Em matemática "normal" é a reta perpendicular a uma superfície ou linha. Em uso comum "normal" é usado como o sentido de algo que não causa espanto, do que é usual, do que segue os mesmo padrões que a maioria segue.
Quando se fala em atos ou pensamentos "normais" em sexualidade, comumente se associa a imagem de algo que a maioria das pessoas faz ou pensa, ou ainda atos que não sejam danosos a saúde. Dessa maneira, a masturbação, por exemplo, seria normal na fase da adolescência e juventude desde que praticada com moderação, porém, quando praticada com freqüência "exagerada" por adolescentes (embora ninguém defina o que é exagero) ou por adultos e idosos, é vista como algo de doentil, pois existe uma noção - aliás falsa - de que essa prática seja física e mentalmente perniciosa.
Quanto ao sexo praticado a dois, em termos de constituição de casal, seria "normal" o casal heterossexual em que o homem é um pouco mais velho e mais alto, sendo ambos aproximadamente do mesmo extrato socioeconômico. No entanto casais onde o homem excede em 20 ou mais anos da mulher são vistos com certa curiosidade, sendo sempre levantada hipóteses de interesses, mas ainda assim não são vistos como pares "anormais". Em relação a mulher possuir idade com grande diferença sobre seu parceiro é ainda inadimissível do ponto de vista social. Os casamentos inter-raciais, que hoje já são mais aceitos, há cem anos eram vistos como algo fora do normal e durante a historia, os vários exemplos de casamentos entre bracos e negros foram mantidos na clandestinidade e entendidos como algo errado..
Comportamentos que hoje são considerados desvios patológicos do exercício da sexualidade já foram vistos como "normais". É o caso do homoerotismo envolvendo adultos e crianças ou adolescentes que era aceito e considerado normal por muitos dos filhos gregos.
Na verdade o exercício da sexualidade humana se rege num complexo contexto biopsicossocial. A espécie humna, pela aquisição de sutis características anatômicas e fisiológicas, é a única no Reino Animal a poder exercer a sexualidade fora dos limitados padrões sexo-reprodução. Nossa sexualidade é influenciada fortemente por fatores orgânicos, sociais e emocionais. E para cada um desses três compartimentos poderíamos traçar regras de "normalidade".

Em relação ao componente orgânico do exercício da sexualidade o "normal" seria: diante de certos estímulos considerados eficientes (visão, tato, olfato ou mesmo a imaginação), homens e mulheres possam entrar num ciclo de modificações orgânicas com excitação, ereção nos homens e lubrificação vaginal nas mulheres, e orgasmos. E o "anormal" aqui ou seja, o não cumprimento desse ciclo, é o que se convencionou chamar de "disfunção sexual".

Quantos aos aspectos sociais do exercício da sexualidade, o "normal" é a prática heterossexual entre casais.. O que foge a essa norma é chamado de "desvio", "parafilia" e "perversão".

No ponto de vista psicológico do exercício da sexualidade, é mais difícil ainda conceituar o "normal", pois na verdade para saber se nossa sexualidade está sendo normalmente exercida, deve-se responder a indagação sobre se é ela satisfatória, ou seja, se atende a satisfação do parceiro e a sua própria.

Em resumo pode-se dizer que o "normal" em sexualidade envolve o satisfazer-se e o satisfazer sexualmente seu parceiro ou parceira, desde que isso não traga danos a si mesmo, ao parceiro ou parceira e ao meio social. O que cada pessoa ou cada par faça no âmbito restrito de suas vidas privadas só a eles próprios interessa, cabendo aos indivíduos da sociedade, respeitar as naturais diferenças que fazem do ser humano algo de tão maravilhoso.

 

3. DISFUNÇÃO ERÉTIL

Até pouco anos, a impotência sexual não era considerada um problema médico. Os tabus a respeito do assunto eram muitos e ficavam escondidos com seus portadores e cúmplices, no caso, as parceiras sexuais.

O aparecimento da impotência com o envelhecimento era considerado normal, no entanto quando ocorria em indivíduos jovens, estes eram considerados psicologicamente desequilibrados, por falta de explicação mais convincente.

A partir da década de 70, os estudos se intensificaram e hoje com a compreensão dos mecanismos bioquímicos, neurovasculares e psicológicos da ereção peniana, pode-se dizer que as causas dos distúrbios eréteis são basicamente ocasionais por alterações fisiológicas dessas estruturas.

A partir de 1992.. o termo "impotência"  foi substituido por disfunção erétil, ficando assim a disfunção erétil definida como a INCAPACIDADE DE OBTER E MANTER  EREÇÃO SUFICIENTE PARA UMA RELAÇÃO SEXUAL SATISFATÓRIA .

 

4. AVALIAÇÃO DA SAÚDE SEXUAL DE HOMENS

QUESTIONÁRIO

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