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VIDAS VAZIAS
Qual pássaro errante, rumo incerto,
a procurar pousada,
sigo meus dias vazios
em vazia e inútil caminhada...
Qual cavaleiro solitário, no deserto,
a procurar guarida,
sigo meus dias vazios,
em vazia e inútil vida...
Rostos contraídos, sinistros, frios...
olhares duros, sem amor, crispados
de ódio, talvez...
eis o retrato do que encontro
nesse mundo de eterno desencontro...
E você?... sentirá o mesmo?
acaso divaga? andará a esmo?
a procurar grarida
em vazia e inútil vida?
Por que seguir tão fútil jornada,
à busca de nada,
se em tudo há tão somente desalento,
se de tudo fica apenas o lamento?
Por que seguir vidas vazias
nós dois a sós?
Façamos do hoje o ontem...
voltemos a nós...