Retalhos
...e
de saudade em saudade,
de
retalhos de lembranças somente,
recomponho
a efêmera felicidade
de um
sonho vivido, onde estás presente...
...e
nesse recordar me perco, simplesmente,
com a
alma de novo
dilacerada,
pois
recordar é viver duplamente
e
novamente morrer...mais nada!...
...e
te vejo chegar, a sós...
e,
pouco a pouco nos perdermos em nós,
com
ância louca, incontida...
...e
te vejo partir, a sós
deixando
o vazio, a aberta ferida,
um
soluço retido, um grito sem voz!...
...e
de saudade em saudade,
da
solidão que me invade
fiz
nascer o canto triste,
a
canção do amor que não mais existe...
...e
de lembrança em lembrança,
amenizo
a dura realidade:
apenas
a nota fria persiste
na
canção do amor-criança
que
morreu e virou saudade...!
(Carlos
Saad)
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