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MAL PASSAGEIRO
Já não choro.
Já não rio,
nem sinto frio,
nem mais imploro,
esperança não tenho,
nem mais alento,
mas não lamento,
o pranto contenho...
Vês? Já cresci!...
Se te perdi,
se me amas,
se nada reclamas,...
nada me importa!...
Fechei minha porta,
guardei o carinho,
o coração inteirinho,
que foi teu,
hoje é meu...
Sou mais egoísta?
é mal passageiro...
mada que resesta,
que dure inteiro...
Já não choro,
já não rio,
não mais imploro,
nem sinto vazio...
Sinto, sim, saudade
da terna felicidade,
do amor primeiro,
também único, derradeiro...
Guardo, sim, lembrança
do amor-criança,
de uma vida,
a doce guarida,
do peito amante,
me fez errante...
Agora, sigo sozinho
o único caminho:
meu e teu,
hoje apenas meu...
Sou mais egoísta?
é mal passageiro...
nada que resista,
que dure inteiro!...