SONETO DA FIDELIDADE

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SONETO DA FIDELIDADE

 

De tudo, ao meu amor serei atento...

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto...

Que mesmo em face do meu maior encanto...

Dele se encante mais o meu pensamento...

 

Quero vivê-lo em cada vão momento...

E em seu louvor hei de espalhar o meu canto...

E rir o meu riso e derramar o meu pranto...

Ao seu pesar ou seu contentamento.

 

E assim, quando mais tarde me procure...

Quem sabe a morte, angústia de quem vive...

Quem sabe a solidão, fim de quem ama

 

Eu possa te dizer do amor (que tive)...

Que não seja imortal, posto que é chama...

Mas que seja infinito enquanto dure.

(Vinicius de Moraes)

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