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EM TEMPO DE ESPERA
O tic-tac marcado eu escuto,
em passo descompassado de espera...
e me perco, minuto a minuto,
em devaneios, em doce quimera...
E traço a traço, teu rosto recomponho,
teu olhar envolvente, meigo e tristonho,
que me invade e me despe a alma...
que me faz sereno, cheio de calma...
Então a saudade chega de mansinho,
a machucar bem devagarinho,
pouco a pouco me consumindo...
E no tic-tac marcado, quase sumindo,
teu nome repetidas vezes eu escuto,
de tristeza quase morrendo, minuto a minuto...