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Às vezes, me pego de surpresa,
distraído a rabiscar teu nome,
mergulhado em saudade, em tristeza,
porque tua ausência me consome...
Às vezes me pego de surpresa,
calado, com o pensamento distante,
o olhar parado, perdido no vazio,
ou a te buscar... errante...
e, na tua lembrança,
me aquecer o frio...
Às vezes, me pego de surpresa,
entretido, a contemplar a beleza,
a simplicidade e a pureza
de uma flor que desabrocha medrosamente...
Às vezes, me pego de surpresa,
a te escrever palavras,
tímido ensaio de poesia...
É quando me traio, não querendo me trair...
e confesso tanto amor sentir...
(Carlos Saad)
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