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| RUMO À LUZ |
rasteja
dentro de mim! Em sinuosos movimentos, se insinua, se
desnuda, se mostra viva. Ela ruma a sul e a norte, procura
e espreita seu
bote, seu golpe de misericórdia. Nada
encontra, Então
ela segue ao leste, Ao
sol, clarão do dia. Sinto a serpente crescer e mexer, se
enveredar adentrando meu ser. Movimentar-se
em uma repetida busca. E dançar sua musica, criando movimentos lentos, para não se apartar do meu corpo, caminho
torto, Denso
e suave rumo a luz.
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