RUMO À LUZ

RUMO À LUZ

 

E agora a serpente do desejo

rasteja dentro de mim!

Em sinuosos movimentos, se insinua,

se desnuda, se mostra viva.

Ela ruma a sul e a norte,

procura e espreita o momento certo,

seu bote, seu golpe de misericórdia.

Nada encontra,

Então ela segue ao leste,

Ao sol, clarão do dia.

Sinto a serpente crescer e  mexer,

se enveredar adentrando meu ser.

Movimentar-se em uma repetida busca.

E dançar sua musica,

criando movimentos lentos,

para não se apartar do meu corpo,

caminho torto,

Denso e suave rumo a luz.

 

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