CIRANDA - CARLOS SAAD

 CIRANDA

Na dança das horas,

no passo do tempo,

me embalei... me perdi...

na distância do esquecimento,

me perdi de ti...

No rodamoinho de lágrimas,

temores, dúvidas e incertezas,

após tantos dissabores e proezas,

me perdi de ti...

Em doce cantilena,

vez ou outra, lembrança amena

me devolve ao amor-criança

que tive outrora e perdi...

Nessa hora (quem diria!)

parece até ironia!...

mal recomponho teu rosto...

talvez pelo tempo, ou desgosto,

confesso-te: esqueci!...

Na ciranda da vida,

na dança das horas,

no passo do tempo,

na suave cantilena,

após tristezas, proezas (lamento!...)

me perdi, para sempre, de ti!...

(Carlos saad)

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