\n'; document.write(barra); } } changePage();
CÁRCERE
|
Ah, quanta saudade do ontem!...
que lembranças trago comigo!...
eras meu mundo,
teu amor meu abrigo,
minha esperança, meu eredo...
Quantas tristezas, hoje, em mim,
se escondem...
se no silêncio de tua ausência enveredo...
Ah, quantas alegrias me deste!...
que lembranças trago comigo!...
Foste tudo em minha vida,
o bálsamo, o alento, o peito amigo,
e hoje, de luto todo meu eu se veste...
Ah, que tristeza ora me invade
por saber que partiste, que te perdi!...
Que me resta agora, que me desespero,
ao saber que comigo sofreste,
se te amei, não pensando em ti?
Amor-egoísmo, amor-posse, amor-prisão?
Em que calabouço te perdeste!...
e eu... carceiro do teu coração...
Ah, tristeza infinita que me invade,
saudade do ontem, de nós dois...
És livre agora, vá...
concedo-te a liberdade tardia...
E eu, sem ti, escravo da covardia,
sem rumo, sem amanhã, sem depois...
apenas choro a saudade do ontem...
de tudo... de nós dois...
(Carlos Saad)
Você gostou desta mensagem ?
ENVIE-A PARA ALGUÉM ESPECIAL |