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Canto de Amor |
| Pra ti, formosa, o meu sonhar de louco E o dom fatal, que desde o berço é meu; Mas se o canto da lira achares pouco, Pede-me a vida, porque tudo é teu. Se queres culto - como um crente adoro, Se homenagem queres caio-te aos pés, Se rires - rio, se chorares - choro, E bebo o pranto que banhar-te a tez. (Casimiro de Abreu ) |
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