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BRINQUEDO
| Ah, essa saudade, esse vazio!... essa vontade danada de te ver novamente!... És como a flor à margem do rio: ele passa, corre ligeiro, tu ficas, inatingível, parada... Dois mundos opostos tão somente, que se cruzam num instante passageiro... Tu és o amor, eu sou a dor, tu és o tudo e eu o nada, tu és a nobre flor e eu a água passada... Ah, essa saudade, esse frio!... essa vontade a custo contida de te ver novamente!... Eu sou a tarde de estio, tu és a chuva que deixou pranto... Tu és o moleque travesso e eu o brinquedo jogado a um canto!... Carlos Saad |
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