BRINQUEDO - Carlos Saad

BRINQUEDO

 

Ah, essa saudade, esse vazio!...

essa vontade danada de te ver novamente!...

És como a flor à margem do rio:

ele passa, corre ligeiro,

tu ficas, inatingível, parada...

Dois mundos opostos tão somente,

que se cruzam num instante passageiro...

Tu és o amor, eu sou a dor,

tu és o tudo e eu o nada,

tu és a nobre flor

e eu a água passada...

Ah, essa saudade, esse frio!...

essa vontade a custo contida

de te ver novamente!...

Eu sou a tarde de estio,

tu és a chuva que deixou pranto...

Tu és o moleque travesso

e eu o brinquedo jogado a um canto!...

Carlos Saad

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