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ACALANTO
... então me tornei errante...
não mais um peito amante...
um solitário coração sem vida,
sem fé, sem rumo, sem guarida...
Do riso nasceu o pranto,
da tristeza fiz o acalanto
que afugenta da alma o frio
e preenche as tardes de estio...
Da alegria nasceu a saudade,
de tua ausência brotou a lembrança
que me sufoca e me invade,
constante, sem qualquer esperança...
... então nos tornamos sós... ausentes...
duas vidas onde houve apenas uma...
dois caminhos - tu e eu - diferentes,
silenciosos e tristes como a bruma...
(Carlos Saad)
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