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A TARDE E EU
Morria a tarde...
e eu com ela também partia...
Ela, para renascer noutro dia,
e eu, eu simplesmente morria...
O sol, em seu ocaso,
após a diária jornada...
Eu, após longa e penosa caminhada...
Ambos perdidos na tarde que partia...
Lá no horizonte, à penumbra,
em delgadas silhuetas, torcidas
árvores, curtas árvores, altas, compridas,
estáticas, a vista vislumbra...
e a tarde morria...
Penso em tudo, no passado,
no presente, no ausente,
em quantas tardes passei
iguais a essa que se finda...
Elas se foram...
apenas eu fiquei...
A tarde morria...
e eu com ela também partia...
Ela, para renascer noutro dia,
eu, desta vez, simplesmente morria...
Carlos Saad
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