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EU, A SAUDADE E A VIOLA
Eu passo os dias, vendo o álbum de retratos com a viola nos braços, eu e ela e a solidão... Mas eu não era esse ser amargurado, quando tangia o gado, na estradinha do varjão. A vida deixa de ser mãe pra ser madrasta quando a gente se afasta, do barro do nosso chão... Parece que vai esquecendo no caminho, a cada passo um pedacinho, do partido coração...
E eu vou chorando, todo dia, toda hora, dessa vez eu vou embora, encontrar minha raiz... Eu sou caipira, sou do mato, sou caipora, e por Deus, Nossa Senhora, lá eu era mais feliz...
Adeus saudade, estou voltando pro regato, feito um bom bicho do mato, eu estou voltando pra ficar... Onde é que está o meu pomar carregadinho de goiaba e passarinhos, onde eu ia cochilar...
Abença, vó, abença, vô, juntos na mesa, recheada de riquezas que a terra sempre deu... Bom dia vento, boa noite tempestade, que ao contrário da cidade, traz fartura lá do céu...