MÔNICA
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CONFUSÃO COM NOSSO HINO

Até Ministérios da Cultura e do Exército desconhecem o Hino Nacional

 Ouviram do Ipiranga...o quê?

A piada: Nem os órgãos do governo federal chegaram a um acordo sobre a versão correta da letra. Os sites dosMinistérios da Cultura e do Exército traziam uma “interpretação”.

Os erros: Já na primeira estrofe a gente esbarra com oerro. “As margens plácidas”ganham crase – “ouviram do Ipiranga às margens plácidas”. A intenção do autor, osório Duque Estrada, era dizer que as margens plácidas ouviram o “brado retumbante”. Com a crase, parece que havia alguém  àbeira do rio quando D. Pedro I gritou: “Independência ou morte”. essa não é a única craseque sobra, sem contar a falta de vírgulas, sempre prejudicando o sentido original do verso.

 De onde vem a confusão: No decreto 15.671, que estabelece o poema de Duque Estrada para hino composto por Francisco Manuel da Silva, assinado em 1922 pelo presidente Epitácio Pessoa, existem erros na grafia das palavras. Há mais dois decretos, de 1942 e de 1971, cada qual com sua versão. O manuscrito de Estrada, de 1909, é uma versão muito diferente do hino oficial.

 O desfecho: O Ministério da Cultura admitiu erros, já consertados, na página oficial da internet. O ministro Francisco Weffort disse que só existe uma versão do hino: a de 1922. Ele afirmou que não cabe ao Ministério fiscalizar o uso e a correção do hino.

 O que a gente tem a ver: O mínimo que nós podemos fazer é cantar direito o Hino Nacional. Se não épor nacionalismo. é por cultura, sinal de que se conhece a língua portuguesa. É uma simples questão de comunicar-se bem.

 Versão correta do Hino:

 Ouviram do Ipiranga as margens plácidas

De um povo heróico o brado retumbante,

E o solda liberdade, em raios fúlgidos,

Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

 Se o penhor dessa igualdade

Conseguimos conquistar com braço forte,

Em teu seio, ó Liberdade,

Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,

Idolatrada,

Salve! Salve!

 Brasil, um sonho intenso, um raio vívido

De amor e de esperança à terra desce,

Se em teu formoso céu, risonho e límpido,

A imagem do Cruzeiro resplandece.

 Gigante pela própria natureza,

És belo, és forte, impávido colosso,

E o teu futuro espelha essa grandeza

 Terraadorada,

Entre outras mil,

És tú, Brasil,

Ó Pátria amada!

 Dos filhos deste solo és mãe gentil,

Pátria amada,

Brasil!

 Deitado eternamente em berço esplêndido,

Ao som do mar e à luz do céu profundo,

Fulguras, ó brasil, florão da América,

Iluminado ao sol do novo mundo!

 Do que a terra mais garrida

Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;

“Nossos bosques têm mais vida”,

“Nossa vida” no teu seio “mais amores”.

 Brasil, de amor eterno seja símbolo

O lábaro que ostentas estrelado,

E diga o verde-louro desta f;âmula

-Paz no futuro e glória no passado.

 Mas, se ergues da justiça a clava forte,

Verás que um filho teu não foge à luta,

Nem teme, quem te adora, a própria morte.

 Terra adorada

Entre outras mil,

És tú, Brasil,

Ó Pátria amada!

 Dos filhos deste solo és mãe gentil,

Pátria amada,

Brasil!

Fonte: Revista Querida nº 210 de nov/2000