Região Norte

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A Região Norte, formada pelos Estados do Amazonas, Pará, Acre, Rondônia, Roraima e Amapá, se destaca como um gigantesco santuário ecológico. Mas em Manaus e Belém ainda há vestígios da riqueza trazida pelo ciclo da borracha. Para os turistas a principal atração continua sendo o passeio pelos milhares de rios e igarapés da Bacia Amazônica

O LIBERAL

O LIBERAL é o  jornal de maior circulação em Belém do Pará. Nos domingos leia o suplemento  Troppo.

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O PQP é uma revista escrita por paraense onde você encontra peculiaridades da língua paraense com o dicionário papachibé, horoscopo e muito mais, tudo com muito humor.

PARÁ

A cidade de Belém, fundada pelos franceses em 1612 é o ponto de partida ideal para quem quer conhecer as belezas naturais, o exotismo arquitetônico e as delícias culinárias da Região. A capital do Pará, hoje com mais de 1,5 milhão de habitantes viveu a fase da prosperidade durante o chamado Ciclo da Borracha em meados do século XIX. Foi nessa época (1868/1874) que o neoclássico Teatro da Paz foi construído na Praça da República onde nas manhãs de domingo os belenenses costumam passear, comprar peças de artesanato e assistir shows musicais. Outros pontos que mostram a opulência do passado são o Palácio Antônio Lemos (contruido em 1883), os sobrados com fachadas de azulejos portugueses na Cidade Velha (bairro histórico de Belém), o Palácio Lauro Sodré de onde saiu em 1793 a primeira procissão do Círio de Nazaré, um dos mais importantes eventos religiosos, que acontece todos os anos no mês de outubro. Entre as igrejas, a visita obrigatória é  à Basílica de Nossa Senhora de Nazaré (1908) onde está o monumento do Círio de Nazaré, à Catedral da Sé (1748-1771)  e à Igreja Nossa Senhora das Mercês (1640-1748). Uma outra atração é o mercado, o Vêr-o-Peso, construído no fim do Sec. XVII, com estrutura toda de ferro importada da Inglaterra. Lá  encontra-se toda a variedade de frutas da região desde as populares manga, cupuaçu, caju e açaí até as quase desconhecidas muruci, taperebá e ajuru.

Em Belém está o maior centro de estudos amazônicos do mundo, o Museu Emílio Goeldi (criado em 1866) que mantem em exposição permanente os exemplares da flora e fauna da região. O Bosque Rodrigues Alves representa uma enorme reserva florestal de 160.000m2, dentro da cidade. Outros pontos turísticos são: o Museu de Arte de Belém (o MAB) e o Forte do Castelo, a primeira construção de Belém, erguida em 1616 para proteger a cidade de invasões

Entre as praias podem ser apreciadas a de Salinas na costa marítima do Pará, as praias de água doce de Mosqueiro, ilha situada no Delta do Rio Amazonas cujas praias pela sua localização, recebem a influência do mar apresentando os ciclos das marés com ondas  à semalhança das praias de água salgada. Outras praias menos frequentadas e que por isso têm sua beleza natural preservada são as praias de Ajuruteua e Algodoal.

O turista não dispensa os passeios pelos rios da região.

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No Delta do rio Amazonas encontra-se a conhecida Ilha de Marajó a maior ilha fluvial do mundo com 48.000 Km2, onde existem rebanhos de búfalos selvagens

 

O Pará tem grande nomes na arte como o saudoso Waldemar Henrique, músico e poeta autor de clássicos de temática amazônica.

Na cidade de Belém podem ser observadas:

Suas ruas com a presença característica das mangueiras.

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As chuvas frequentes, fortes em volume de água,  mas passageiras

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O mercado do Ver-o-Peso é um ponto turístico obrigatório

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No sul do Pará, a Serra Pelada lembra a corrida do ouro do século XX que transformou a região num imenso garimpo

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AMAZONAS

Com a entrada de turistas atraidos pelo apelo consumista, na cidade de Manaus, na época da Zona Franca, os estrangeiros acabaram redescobrindo as belezas naturais da região.

Manaus, a capital do Amazonas, tem pouco mais de 1 milhão de habitantes. Isolada do resto do País, pois não há estradas ligando o Estado do Amazonas ao centro-Sul ou mesmo ao vizinho Nordeste, os manauaras conservam antigas tradições da culinária e artesanato indígena em meio a uma arquitetura delirante, mistura de rústicas palafitas com sofisticados casarões art-noveau, onde pode-se apreciar a beleza do teatro Amazonas (1896) um dos mais belos do Brasil.

Entre as atrações ecológicas de Manaus, temos desde o tradicional passeio de barco até o encontro das águas dos Rios Negro e Solimões. O passeio inclui a visita a uma ilha que abriga seringueiras, passeios por estreitos igarapés e a vista de um lago repleto de vitória-régia no meio da floresta. Outro passeio leva os turistas ao arquipélago de Anavilhanas, reserva ecológica formada por 400 ilhas no Rio Negro.

O Estado é cortado pelo rio Amazonas, o mais caudaloso rio do mundo com 6.500 Km de comprimento, é alimentado por 1.100 afluentes

O chamado Encontro das Águas ocorre pela união dos rios Solimões e  Negro a 18 Km de Manaus, dos quais as águas não se misturam por apresentarem densidades diferentes: uma é barrenta e outra límpida mas de cor pretarios.jpg (12842 bytes)

 

A Vitória Régia, a mais bela rosa aquática é muito comum no Amazonas

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Teatro Amazonas, uma obra magnífica da época do ciclo da borracha (1896)

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A magestosa arquitetura interior do teatro

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RORAIMA

O Estado de Roraima que faz fronteira com a Venezuela e Guiana e cuja capital, Boa Vista fica a mais de 5000Km de distância do Rio de Janeiro, vive um quadro de completo isolamento dentro do país, tendo como única via de acesso terrestre a BR-174, estrada de terra pouco convidativa. Não fosse a dificuldade de acesso, Roraima seria uma maravilhosa opção de passeio. Sua posição estratégica próxima a Venezuela onde se pode chegar de carro, oferece oportunidade a quem lá está, de aproveitar um um fim de semana nas parasidíacas ilhas do Caribe.

A capital,  Boa Vista, é uma cidade Moderna planejada em forma de leque e cujos   prédios só têm no máximo 3 andares, em ruas largas, lembrando um pouco Brasília.

Os passeios turísticos incluem o passeio de barco em direção a histórica Fazenda São Marcos, construída pelos portugueses no Sec. XVIII; as ruínas do Forte São Joaquim; a visita a Pedra Pintada, um enorme bloco de granito de 35 metros de altura e 60 metros de diâmetro, localizada às margens do Rio Parimé onde podem ser observadas pinturas e inscrições rupestres pré-colombianas que acredita-se serem caracteres fenícios de 2.500 anos.

 

 

Pedra Pintada

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Durante o passeio o ponto alto é apreciar a paisagem com  imensos banhados de águas transparentes, cachoeiras como a Cachoeira Serra do Sol, buritizais servindo de abrigo a centenas de garças, igarapés que acompanham a estrada por quilometros infinitos lembrando o Pantanal Matogrossense. 

Cachoeira da Serra do Sol

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Outro passeio inclui a viagem pela BR-401, que liga Boa Vista a Guiana e leva os turistas ao Lago do Caracaranã que se deliciam   com as pousadas em  chales onde na maioria das vezes preferem dormir nas deliciosas redes amarradas nos cajueiros que margeiam o imenso lago de quase 6 quilômetros de   perímetro.

 

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